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Eco-chic: Salvando o Mundo, um Sapato de Cada Vez!

  • 22 de ago. de 2023
  • 7 min de leitura

Resolvi fazer uma pequena pausa (sim, mais uma, desculpa) na programação de posts sobre gravidez, pra tratar de um outro assunto que eu considero muito importante, que é a nossa forma de consumo. Calma! Eu não vou ficar aqui julgando teu tempo no banho nem nada disso, e nem vou ficar militando à respeito das mudanças climáticas. Dá uma chance pro texto que eu garanto que não vou decepcionar, ok?


Sim, a mudança climática é um assunto extremamente importante, e acredito que qualquer discussão à respeito desse assunto é muito bem-vinda, porém, eu também sei que ficar batendo sempre na mesma tecla não adianta de nada, e muito menos ficar criticando hábitos sem dar uma alternativa, e o meu foco aqui vai ser justamente esse.


Eu, por exemplo, conheço milhares de pessoas que entendem e querem apoiar a causa climática, mas se deparam com um problema comum à muita gente (inclusive a mim), que é: ser sustentável custa caro. Carro elétrico é caro, instalar painel solar é caro, comprar peças de roupa biodegradáveis sai caro, e os produtos orgânicos no supermercado, nem se fala, né? Um absurdo o preço...


Não vou negar que o que me fez mudar de saco pra mala o assunto das postagens aqui no blog foram os efeitos de mudança climática que eu estou sentindo na pele nesse inverno. Eu moro no Sul do país, e estamos sofrendo com diversos ciclones, cidades sem luz há mais de 30 dias, calor de 30ºC em pleno agosto e muitas outras coisas.


Lembra que ainda no meu post de apresentação, eu comentei que eu sou uma decoradora frustrada, e que adoro falar sobre a moda realizável? Pois bem, depois de passar por tudo isso e ver várias notícias à respeito do que está acontecendo aqui, resolvi que chegou a hora de dar início à esses assuntos, com a minha própria abordagem. Bora lá?


Imagem de uma mulher loira, vestida com camiseta e calças confortáveis na cor off-white, sentada com as pernas em cima de um sofá da mesma cor, lendo uma revista escorada em uma almofada cinza. Atrás do sofá, uma janela sem paisagem, com alguns quadros e vasos de planta. No sofá, perto dos pés da mulher, uma almofada quadrada terracota. À frente, uma mesa de centro redonda e branca, com três pernas de madeira, sustentando dois copos de vidro em porta-copos, uma vela grande alaranjada, que está apagada, e uma bandeja de madeira, contendo uma vela aromatizada grande, e um vaso baixo e arredondado com algumas plantas dentro. O chão possui um tapete branco de pelos artificiais e, em cima do tapete, além da mesa, aparece um par de chinelos de pelo, na cor cinza, com modelagem transpassada e do estilo "dedos de fora".
Fonte: Pinterest

Eu tenho certeza que você já ouviu falar sobre o minimalismo, mas já ouviu falar sobre o essencialismo? São conceitos parecidos, mas diferentes. Ambos são estilos de vida que podemos adotar, mas antes de continuar nesse assunto eu me sinto na obrigação de iniciar esclarecendo que: você não vai precisar abrir mão do seu conforto.


Pois é, eu senti que eu deveria começar tocando diretamente nesse assunto, porque tanto o nome "minimalismo" quanto o "essencialismo" dão a entender que você só pode ter o mínimo necessário pra viver e nada mais, aí entra a ideia de que, maquiagem não é necessário, salto alto não é necessário, almofada não é necessário... Calma que tá tudo errado.


Apesar de ambos remeterem a ter "o mínimo" ou "só o essencial", isso não significa que você precise de fato ficar só com o mínimo do mínimo. Na verdade entra mais no "não excesso" de coisas. Por exemplo, você realmente precisa de oito almofadas para um sofá de três lugares? Ou será que quatro ou cinco já fazem o trabalho?


Toda vez que eu tocar no assunto de consumo consciente aqui, tanto em moda quanto em decoração, é disso que eu estou falando. Não é se livrar de tudo e viver com o básico. Até porque, pra mim, isso vai mais de encontro à sobrevivência do que à viver mesmo. Para viver de fato, as pessoas precisam de conforto e qualidade de vida. Sem isso, se sobrevive.


Agora, vamos diferenciar um do outro aqui, porque um é mais radical que o outro. O minimalismo foca em diminuir drasticamente os níveis de consumo, adquirindo apenas os necessário para uma vida plena, enquanto o essencialismo foca na simplicidade criando personalidade e dando significado e vida às coisas. Percebeu a diferença?


Eu sou essencialista, não minimalista, e eu vou explicar o porquê: o minimalismo é elitista. Quando se pesquisa sobre minimalismo, o que vai aparecer são studios em centros urbanos, com decorações caras, móveis caros, as mesmas cores... Então além de ser um estilo caro (que é o que eu evito), ainda passa uma vibe meio "hospitalar" pra tudo, e eu não quero entrar na minha casa e sentir como se eu estivesse numa sala de espera de consultório.


Quer queira, quer não, o minimalismo é padronizado. Isso não acontece no essencialismo, que permite que você coloque a sua personalidade em tudo (e não exige que você compre um balcão branco de 15 mil reais, você pode usar os móveis da casa da vovó!). O segredo aqui é não se encher de coisas que, lá no fundo, você sabe que não precisa e nunca vai usar.


No quesito decoração, eu gosto muito do estilo japandi, que mistura o estilo bem básico das casas tradicionais japonesas, com o conforto e aconchego das casas escandinavas e, ao contrário do que se pensa, não é algo padronizado. O japandi na verdade é como se fosse um quadro em branco, pronto pra gente colocar as nossas cores e toques pessoais nele.


O que eu gosto bastante do japandi é que ele "inclui" a natureza na decoração e na arquitetura também (caso você esteja planejando a construção da casa), com janelas grandes que ajudam na luminosidade natural (economizando na conta de luz), plantas e materiais naturais.


Mas isso não é regra, tá? Dá pra ter um estilo japandi com um armário de frente lisa ao invés de um com palha trançada. E não precisa incluir plantas internas, caso não queira (ou caso você acabe sempre assassinando todas as suas plantinhas, como eu). O segredo aqui é saber as medidas de cada cômodo, e saber onde posicionar cada móvel pra ficar um ambiente fluido. Afinal, sou essencialista: o foco é na simplicidade, personalidade, praticidade e na fluidez.


Uma casa essencialista é bonita, aconchegante, simples, cheia de vida e de personalidade, fluida, prática, limpa e organizada. Limpa e organizada porque é simples e prática, logo, é uma casa fácil de limpar e deixar organizada.


"Tá, Giulia, entendi. Gostei desse estilo, mas não faço ideia nem de por onde começar a mexer. Acho que não consigo deixar a minha casa assim, sem investir muito. Como eu viro uma pessoa essencialista sem gastar uma fortuna?"


É pra isso que eu estou aqui, gente! Lembra que eu falei que eu ia ajudar?

Nos próximos posts eu vou falar tanto sobre móveis para quem está mobiliando uma casa nova, usando meus dons de garimpeira da internet pra trazer móveis bons, bonitos, práticos e baratos pra vocês, quanto sobre como selecionar o que fica e o que sai da sua casa, e a ajustar os móveis que você já tem pra que você possa incorporar esse estilo, sem precisar fazer uma reforma absurda.


Mas o essencialismo não para nos móveis e decoração da casa, ok?

Ainda no quesito "casa", vamos conversar sobre aquela pilha imensa de potes de margarina e de sorvete guardados no seu armário da cozinha, junto com todas as outras embalagens que foram guardadas porque "tem um tamanho legal" e então você guarda pra "caso um dia precise"... Sério, quantos deles realmente foram usados?


Até aqui, o artigo foi sobre a casa, até porque é um tópico mais prático pra explicar o conceito do essencialismo, mas eu quero falar com vocês também sobre moda. É, eu sei que esse assunto é um pouco mais delicado de tocar, porque cada um tem seus gostos e estilos próprios, mas, da mesma forma que eu disse que você não ia precisar abrir mão do conforto, também não vai precisar abrir mão do estilo.


A menos que você seja uma pessoa que segue cegamente a moda, comprando todos os lançamentos das marcas sem pensar, aí nós vamos precisar ter uma conversa bem séria...


Na verdade, a moda realizável depende exatamente do nosso estilo pessoal. A partir do momento em que você descobre o seu estilo, você passa a comprar as peças que casam com ele, certo? Logo, encontrar o estilo pessoal é o passo Nº1 pra se tornar essencialista no guarda-roupas e poder dizer que tem um armário-cápsula.


Esse termo eu tenho certeza que vocês conhecem, mas eu também sinto que preciso esclarecer alguns pontos sobre esse assunto... Um tempo atrás, saiu uma reportagem na Gazeta do Povo falando sobre uma curitibana que vive com apenas 33 peças de roupa, e eu vi muita gente achando que todo o armário cápsula tem que ficar nessa média, mas não.


Claro, se você conseguir viver com tão poucas peças, ótimo!

Eu não consigo.


Até porque o armário-cápsula, no conceito original dele, envolve desde a quantidade de calcinhas até a manta que a gente enrola no pescoço no inverno, além de bolsas e calçados... Ficou mais difícil agora se imaginar vivendo com 33 peças, né? Mas tudo bem, respira, não existe um número exato de peças para montar um armário-cápsula.


O que existe, é a regrinha de se fazer algumas perguntas antes de comprar alguma coisa: "eu realmente preciso comprar isso?", "eu vou usar?", "isso cabe direito no meu corpo?", "as minhas roupas vão combinar com isso?", "eu tenho onde guardar?", "será que eu já não tenho algo parecido?" e, a mais importante de todas: "eu realmente quero isso, ou eu só estou comprando porque me disseram pra comprar?".


E, quanto aos itens que a gente já tem, as perguntas são: "quando foi a última vez que eu usei isso?", "ainda me serve?", "ainda combina com o meu estilo?", "será que eu só guardei porque foi presente?", "eu estou mantendo isso porque é útil, ou por medo de um dia precisar e não ter?". Pra essa última pergunta, caso você perceba que está guardando algo pra caso precise algum dia, fica a dica: não vai.


Uma coisa é guardar uma lâmpada, uma fita crepe, alguns pregos... Isso sim, pode ser útil.

A regata branca com lantejoulas na frente que te pinica, não é útil, e se você ainda não usou, não vai usar. Confia em mim.


Como esse post já está com o dobro do tamanho da minha média, eu vou parar por aqui, e vou escrever mais, entre essa semana e a próxima, sobre o essencialismo na sua essência (hehe), tanto para as roupas e itens de beleza (que eu não mencionei aqui, mas também entra na lista), quanto para os móveis e decoração da casa. Porque dá sim pra salvar o planeta e o bolso ao mesmo tempo, sem abrir mão de estilo e conforto, e eu estou decidida a te mostrar como!


Lembrem de me acompanhar lá no instagram, pra ver um pouco da minha rotina e meus trabalhos paralelos, além de participar das caixinhas de sugestões para assuntos aqui do blog!


Beijos, e até o próximo post!

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Conheça a autora

Ariana braba, metida a blogger, mãe de pet, madrinha de 6 crianças maravilhosas, estudante de Psicologia.

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