A jornada da Futura Mamãe
- 1 de ago. de 2023
- 4 min de leitura
Esse é o primeiro artigo de uma série de posts sobre gravidez focado mais para as pretendentes a madrinhas e à rede de apoio em geral, mas que também pode ajudar tanto futuras mamães, quanto futuros papais a saber o que vai ser necessário nesse momento lindo e de desespero que passamos depois de um teste positivo.
Eu já perdi a conta de quantas gravidezes eu acompanhei, e entre ser irmã/prima mais velha e madrinha de 6 pequenos, eu juntei uma certa carga de conhecimento que pode ajudar - e muito - quem está passando por essa aventura pela primeira vez (e até pela segunda, ou terceira...).
Vamos para o início dos eventos: a mamãe pega o resultado positivo, fica toda feliz, conta pro futuro papai, eles fazem uma festa de 5 minutos pela alegria de estarem gerando uma vida, e depois cai a ficha: eles vão ter um nenê, em poucos vão ser responsáveis por toda a manutenção de um mini ser humano que vai depender completamente deles pra sobreviver.
Aí eles sentam e começam a fazer as contas de quanto custa ter um nenê e é aí que vem o nervosismo (por mais que seja planejado, sempre tem um surto nessa parte). Tem espaço suficiente na casa? Eles vão precisar se mudar? Vão precisar de reforma? Qual berço vão comprar? E a decoração? Vão comprar berço pra cama compartilhada? E o balanço? Será que vão precisar incluir tapetes em todos os cômodos da casa?
A resposta racional? Se eles ajustarem um pouco as contas, eles conseguem dar a volta em todos os custos, e quanto à decoração, eles tem 9 longos meses para ajustar tudo.
É nessa conclusão que eles chegam? Não. Na cabeça deles eles não tem dinheiro e nem tempo suficiente pra tudo, então a mãe se desespera e começa a ir atrás de comprar coisas para o bebê, enquanto o pai faz de tudo pra conseguir uma promoção e conseguir extra pra poder bancar o bebê.

Então, o que acontece? Temos uma mãe nervosa e um pai que, por querer ter mais dinheiro para bancar os gastos do bebê, não vai estar tão presente quanto a mãe gostaria para ajudar nessa fase. E é exatamente nesse ponto que nós, madrinhas e rede de apoio em geral, entramos. E o que podemos fazer pra ajudar essa família em expansão e, principalmente, a mãe? Já vou explicar.
Suporte Emocional → Esse é o principal. O corpo da mãe tá passando por inúmeras mudanças pra poder acomodar uma vida inteira dentro dela, então a mãe vai estar tonta, sonolenta, inchada, com fome... E com um milhão de preparativos para fazer antes do bebê chegar. A nossa função aqui é ouvir a mãe, deixar ela falar tudo o que precisa pra desabafar, oferecendo conforto e incentivando a mãe.
Ajuda com o dia-a-dia → A mamãe vai estar inchando como se fosse um balão, e fazer as tarefas mais simples do dia-a-dia vai ser um desafio. Aqui, a gente pode ajudar se oferecendo pra fazer a limpeza semanal da casa (ou, pra enviar uma diarista pra deixar a casa em dia) e para fazer ou enviar uma refeição. Dá pra ir no final de semana pra conversar e, enquanto isso, ajudar a mãe a preparar a comida pra semana, pra que ela possa só aquecer depois. Isso é uma mão na roda, especialmente na segunda metade da gravidez.
Oferecer caronas → Só de exames pré-natais, a mamãe vai precisar ir ao médico 6 vezes. Isso fora consultas com o obstetra/doula, compra de móveis para o quarto, compra de roupas novas (porque ela não passa do 3º mês entrando nas calças que tem agora), mercado, farmácia... Claro que, se ela tiver carro, até o 7º mês ela vai conseguir ir dirigindo se quiser, e ela também consegue ir de ônibus... Mas essa é uma ajuda muito que bem-vinda.
Companhia para caminhadas e exercícios → Mesma regra das caronas: dá pra fazer sozinha, mas é bem melhor com companhia. Todo mundo que assistiu uma propaganda do Ministério da Saúde uma vez na vida sabe o quão importante é pra mãe se manter ativa durante a gravidez, e não custa nada botar um tênis e ir dar uma volta no parque com a sua grávida preferida, né?
Ajuda nos planejamentos → Ajuda útil, tá? Fazer pesquisas de preços pra ajudar a mãe a escolher os móveis pro quartinho do bebê, bem como protetores de cantos e de tomadas, ajudar a montar um cronograma pra ela se organizar em tudo o que precisa fazer sem se atrapalhar, ajudar a montar a lista do chá-de-bebê, os convites, a lista de convidados... Aqui é sentar e botar a cabeça pra funcionar junto da mamãe.
Cuidar das crianças → Essa aqui é especial para as grávidas que já são mães: se fazer toda essa correria já é desgastante, imagine fazer isso com as outras crianças à tiracolo. Acredite, a mãe de segunda/terceira viagem vai abrir um sorriso de orelha à orelha se você se oferecer pra cuidar das crianças dela enquanto ela vai em algum dos compromissos.
E aqui vai uma dica "bônus": esteja disponível. O mais importante de tudo é estar disponível pra ajudar da forma que a mãe precisar. A flexibilidade aqui é algo fundamental, pois o que a mãe precisa pode mudar de um dia para o outro. Então, resumindo: ouça com atenção, esteja disponível, seja útil e esteja presente.
Tem mais dicas de ações para futuras-dindas ou futuras-mamães? Deixa aqui na sessão de comentários do post pra ajudar!
E lembrem de me acompanhar no instagram que em breve eu vou abrir caixinhas para sugestões de posts, tá bem?
Até o próximo post!




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