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1001 Profissões

  • 28 de jul. de 2023
  • 4 min de leitura

Já que no meu primeiro post eu coloquei uma lista infinita de atividades remuneradas que eu já tive, achei que seria interessante explicar um pouco do porquê e como eu fiz tudo aquilo enquanto realizava outras atividades (estágios, trabalhos formais, estudo...)


Permita-me começar pelo motivo: minha mãe é extremamente consumista. Sério. Só agora (com quase 60 anos) ela está aprendendo a controlar melhor as finanças dela.

Eu sei que a primeira vista parece estranho isso ser um motivo pra que eu tenha tudo isso de experiências na questão de trabalho, mas eu já vou explicar.


Meus pais foram casados por 13 anos, e durante todo esse tempo, a minha mãe foi a perfeita dondoca: tinha tudo o que queria, usava roupas de marca e nunca precisava se preocupar com dinheiro porque meu pai fazia questão de bancar tudo. Ela trabalhava, mas trabalhava porque queria e não porque precisava (até porque o salário dela não pagava nem a rasteirinha que ela usava).


Eis que, quando eu completo 11 anos, eles resolvem se divorciar. Meu pai, que sempre trabalhou como um louco a vida inteira (e agora, na velhice, está pagando caro por isso) negociou uma pensão bem gordinha com a minha mãe pra cada uma das filhas, inserindo nesse cálculo todos os nossos gastos e incluindo um "extra" pra gente poder aproveitar.


O problema disso tudo foi que papai parou de pagar o cartão de crédito da mamãe e de controlar as despesas da casa e o acúmulo de todas essas contas virou uma bola de neve gigante que a minha mãe não deu conta, e aí eu tive que começar a ajudar nas contas da casa.


Criança vestindo casaco vermelho, calças, luvas e tênis pretos e touca com estampa da bandeira da Inglaterra empurrando uma bola de neve de três metros de altura.
Fonte: Blog Reporter Sombra

Foi nesse momento que eu comecei a vender palha italiana e chinelos bordados para as minhas vizinhas e na escola também. Minha mãe bordava os chinelos e fazia as palhas italianas de noite, e eu levava no dia seguinte para a escola pra vender. Eu ainda recebia uma mesada do meu pai, e guardei esse dinheiro para fazer um curso de bijuterias e de manicure.


Depois de fazer os dois cursos, eu fazia as bijuterias em casa e levava junto comigo quando ia fazer as unhas como manicure porta-a-porta para vender. Então era assim: de manhã eu ia pra escola e vendia as palhas e os chinelos, de tarde eu fazia unhas e vendia bijuterias, e de noite eu fazia meus temas, fabricava mais bijuterias e cuidava da minha irmã.


Depois de completar 14 anos, eu passei a trabalhar de forma mais formal com os estágios e parei de sair correndo de uma casa pra outra. Devo admitir que foi uma folga imensa pra mim, porque sendo manicure porta-a-porta, eu precisava atender em 4 casas diferentes todos os dias pra fechar o valor que eu tinha me proposto a conseguir por dia, e o estágio me permitiu conseguir aquele valor trabalhando apenas 4 horas (meus estudos agradeceram).


Continuei vendendo bijuterias e chinelos bordados por um tempo (eu estagiei em uma loja de roupas, uma loja de departamentos, uma empresa de paisagismo e no ministério público, então sempre tinha pra quem vender e fazer um extra), mas quando começou a correria de estudos do ensino médio pra ENEM e vestibular, eu tive que parar (jovens também precisam dormir, sabia?).


Entre os 14 e os 19 anos foi o meu período de viver o sonho adolescente de ter uma banda. Duas, na verdade: uma como vocalista e outra como backing vocal.

Sim, eu canto. Não, não vou postar vídeos cantando pois: tenho vergonha.

Tem no meu instagram, pra quem se interessar em dar uma olhada... É só procurar ehehe


Entre os 14 e os 21, na verdade, foi o meu período de loucura... Depois de parar os estágios (foram todos estágios curtos), eu estudava de noite e atendia em um salão de beleza com a minha mãe (as vendas "extras" continuavam com uma prateleira linda que a gente usava pra expor os chinelos e produtos de beleza que a gente vendia como consultoras). Depois que eu entrei pra faculdade e completei 18 anos, eu comecei a trabalhar como garçonete à noite quando eu não tinha aula.


Então, nesse período, eu levantava às 7h da manhã pra começar a atender no salão, e quando eu tinha aula, eu trabalhava até às 18h, jantava, ia pra faculdade, e voltava pra casa +- às 23h. Até aí tudo bem, o horário tá batendo, certo?

Pois bem, a loucura acontecia nos dias que eu não tinha aula: acordava no mesmo horário, porém atendia no salão só até as 17h e depois atravessava a cidade de ônibus pra ir trabalhar no bar. Em dia de semana, eu voltava do bar +- às 3h da manhã, e nos finais de semana (sextas e sábados) eu chegava em casa às 6h. Os atendimentos no salão começavam as 8h eu tendo dormido ou não.


Como eu conseguia atender sem dormir em cima das clientes?

Eis um mistério que eu ainda não solucionei.


As outras ocupações foram todas entre trabalhos formais. Inclusive o ano em que eu trabalhei por conta e abri a minha confeitaria gourmet em uma cidade que quer pagar preço de brigadeiro de padaria em um brigadeiro feito com chocolate belga (minha pesquisa de mercado foi de -1 aqui, né?).


É isso, gente!

Meus primeiros posts vão ser mais assim mesmo, que é pra vocês me conhecerem um pouco, entenderem a minha história e iniciarmos as conversas, ok?

Vou tentar manter uma frequência de 3 ou 4 posts por semana (podem me cobrar!) pra termos sempre um contato mais próximo.


Beijos e até o próximo post!

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Conheça a autora

Ariana braba, metida a blogger, mãe de pet, madrinha de 6 crianças maravilhosas, estudante de Psicologia.

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